De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% da população mundial possui algum tipo de deficiência. No Brasil, são cerca de 25 milhões de pessoas. Pensando nisso, a Secretaria Especial de Direitos Humanos lançou no dia 12 de fevereiro a campanha publicitária nacional pela inclusão de pessoas com deficiência – Iguais na Diferença. O filme utiliza simultaneamente três recursos de acessibilidade: áudio-descrição, legendas e Libras (Língua Brasileira de Sinais) e será disponibilizado a todas as redes de TV e cadeia de cinemas.
Para a coordenadora nacional de Integração da Pessoa com Deficiência, responsável pela campanha, Izabel Maior, o filme mostra uma sociedade inclusiva, sem as barreiras construídas culturalmente. Ela explica que é necessário trabalhar com toda a sociedade, dos empresários para que ofertem mais empregos aos professores para que estejam preparados para lidar com todos os tipos de alunos.
O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, afirmou que é por meio da participação da sociedade civil que muitas mudanças são feitas. Para ele, a campanha elevará o patamar das discussões sobre o tema. Ele destacou também vitórias recentes como a aprovação da convenção da ONU dos Direitos da Pessoa com Deficiência. “Agora todas as políticas públicas de saúde, educação e emprego, tem que levar em conta as definições da convenção da ONU, equivale ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Levaremos ao Legislativo e faremos debates em cinco regiões do país para aperfeiçoar o marco do estatuto”, informou.
Durante o lançamento da campanha, foi realizada a cerimônia de posse dos novos integrantes do Conselho Nacional dos Direitos de Pessoa com Deficiência (Conade), um órgão deliberativo e de natureza paritária, sendo 50% sociedade civil e 50% governo. O novo conselheiro do Conade e representante da Federação das Fraternidades Cristãs de Pessoas com Deficiência (FCD-Brasil), Celso Zoppi, de 53 anos, deficiente físico por conseqüência de um acidente automobilístico que sofreu há 30 anos, disse que o Brasil obteve avanços na área dos direitos das pessoas com deficiência, mas ainda há muito o que fazer. “O Conade tem condições de ouvir os deficientes, definir políticas e lutar efetivamente pelos nossos direitos. Muito o que foi conquistado deve-se à pressão das entidades de deficientes”, afirmou.