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Bento Gonçalves sedia Fórum sobre a inclusão social de portadores de deficiência 01.05.2009

Derrubar as barreiras comportamentais da sociedade e do poder público em relação aos deficientes por meio de sensibilização e conhecimento. Essa foi a principal solução apontada pelo 73° Fórum Permanente da Política Pública Estadual para PPDs e PPAHs, realizado em Bento Gonçalves no final do mês de abril. O evento, promovido pela Faders, teve como objetivo compartilhar ideias, provocar a discussão e oferecer opções aos problemas que envolvem os portadores de necessidades especiais, que muitas vezes esbarram no preconceito e na falta de estrutura física na hora de ter os seus direitos como cidadãos garantidos.
O Brasil é um dos países cuja legislação dedicada aos portadores de deficiência é a mais completa, porém engatinha na hora de colocar tais leis em prática devido à falta de penalidade para quem não as cumpre, aliada à discriminação sofrida por esse público. Segundo Angélica Ceci Nunes dos Santos, gerente técnica de assistência social da Faders, o impedimento mais contundente está no comportamento da sociedade. “É preciso romper as barreiras atitudinais que os impedem de ter acesso ao trabalho, escola e a todas as necessidades humanas, seja por falta de investimento em meio físico construído, seja no tratamento dispensado a eles ou na falta de oportunidades oferecidas”, salientou.
“Um evento como esse é sempre proveitoso, porque é uma forma de provocar a discussão sobre as necessidades dos deficientes físicos e como se pode organizar a sociedade e os municípios para supri-las”, observou o diretor presidente da Faders, Cláudio Petrucci. “Infelizmente a participação não foi a que esperávamos, mas o importante é seguirmos com o trabalho, provocar a discussão e despertar o interesse das pessoas em buscar os seus direitos para que alcancem a sua cidadania.”, acrescentou o presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Bento Gonçalves, Athos Filippon.

Salas temáticas
Durante o fórum foram realizadas salas temáticas onde gestores dos municípios e representantes de entidades ligadas aos deficientes se reuniram para discutir as principais carências e apontar soluções. No que diz respeito à educação, a falta de corpo docente especializado, de estrutura arquitetônica acessível, equipamento e material didático adequado e entorno acessível são as maiores dificuldades na hora de atender às necessidades específicas de alunos deficientes. Realidade que deve sofrer alterações positivas com a assinatura, pelo governo estadual, do protocolo de intenções da Agenda Social. O programa, desenvolvido pelo governo federal, contempla os direitos de cidadania a pessoas com deficiência, o que abrange acessibilidade ao trabalho, à escola, transporte público, saúde e lazer, entre outros.
Já sobre questões relativas ao mercado de trabalho as maiores queixas são a carência de opções de locais que oferecem capacitação profissional, a inexistência de ações relativas à oferta de estágios e também o desconhecimento por parte dos empresários da capacidade dos deficientes. Incentivar as entidades a viabilizar cursos de capacitação profissional e também preparação das empresas para a inclusão, sensibilizando o empresariado, foram as soluções apontadas.







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